Quando Palmeiras Flamengo se enfrentarem neste domingo, às 16h (de Brasília), estarão em campo os dois clubes que tiveram o maior faturamento do futebol brasileiro em quatro dos últimos cinco anos.

Desde 2016, quando o assunto é finanças, as equipes são dominantes. E essa força tem tido reflexo também em campo, já que os dois rivais ficaram com quatro dos últimos cinco títulos do Brasileirão – dois para cada.

Tanto Palmeiras, quanto Flamengo, claro, sofreram, porém, com os impactos financeiros da pandemia de COVID-19, e os estádios fechados ao público. Em 2020, por exemplo, as duas equipes acabaram o ano com as contas no vermelho, com déficits de mais de R$ 100 milhões.

Mas, e em 2021, como andam as finanças dos dois times mais ricos do Brasil? Até julho, quando fecharam os últimos demonstrativos financeiros divulgados oficialmente, o Palmeiras voltou a registrar superávit, faturando mais do que gasta; enquanto o Flamengo praticamente não teve sobras.

Campeão da Conmebol Libertadores e da Copa do Brasil já neste ano, o Palmeiras recebeu premiações gordas, que o fizeram arrecadar quase R$ 443 milhões em receitas. Cifras que superam os R$ 364,7 milhões que o Flamengo, campeão brasileiro, faturou nos primeiros seis meses do ano.

Em relação às despesas, o Flamengo gastou praticamente o mesmo volume que teve de receitas, fechando o semestre com pequeno déficit de R$ 116 mil. Já o Palmeiras também superou o rival no dinheiro que saiu dos cofres, gastando R$ 382,2 milhões, mas ainda assim, ficou no azul no balanço: R$ 60,6 milhões.

O demonstrativo financeiro alviverde divulgado no site oficial do clube é bem menos detalhado do que o rubro-negro, portanto, não é possível afirmar exatamente quanto o Palmeiras arrecadou com cada fonte de receita. A equipe separa apenas quanto dinheiro veio do futebol, estádio e clube social.

O futebol, claro, foi o responsável pela maior parte da arrecadação e dos gastos, com R$ 424,5 milhões em receitas e R$ 328,6 milhões em despesas. Já com o Allianz Parque, que ainda não recebeu público desde a pandemia em jogos do Palmeiras, as receitas foram de R$ 1,6 milhão, e os gastos de aproximadamente R$ 253 mil.

No Flamengo, o futebol gerou cerca de R$ 333 milhões. Desse valor, R$ 178 milhões vieram entre dinheiro de direitos de transmissão de TV (R$ 32,6 milhões), premiações (R$ 69,4 milhões) e patrocinadores (R$ 76 milhões).

O Flamengo também teve arrecadação alta com suas mídias digitais, que geraram R$ 75,9 milhões. Mais, por exemplo, do que os R$ 54,5 milhões de receitas até julho com a negociação de jogadores.

Em relação a bilheteria, o Flamengo praticamente não viu qualquer dinheiro nos primeiros seis meses do ano, mas ainda faturou R$ 23,3 milhões graças a seu plano de sócio-torcedor. Os estádios vazios, contudo, geraram um prejuízo de R$ 4,9 milhões com as despesas diretas dos jogos – foram 30 nesse período.

Já nos gastos rubro-negro, a maior parte esteve nos salários: R$ 139,3 milhões. Em seguida, amortizações feitas com a contratação de jogadores, com R$ 72,8 milhões.