Trabalhando com as promessas: Flamengo fatura R$ 65 milhões com departamento de transição
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Trabalhando com as promessas: Flamengo fatura R$ 65 milhões com departamento de transição

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Flamengo Sub 20

A decisão de Renato Gaúcho em poupar os titulares contra o ABC na Copa do Brasil fez o Flamengo levar para Natal um elenco alternativo. Ao todo, viajaram 11 jogadores do sub-20: o lateral-esquerdo Ramon foi titular e os demais compuseram o banco de reservas inteiro na vitória por 1 a 0.

O número é expressivo e acontece em um momento simbólico: em julho, a criação do departamento de transição do Flamengo completou dois anos. Idealizada pelo presidente do clube, Rodolfo Landim, a pasta surgiu justamente para refinar o filtro na passagem de jovens promessas para o elenco profissional e também para encontrar formas de ganhar dinheiro com aqueles que não têm projeção de serem utilizados a curto ou longo prazo.

– Quando pensamos no departamento, a ideia era valorizar o investimento que fazemos em nossos jogadores da base. A concorrência no elenco é grande, mas não podemos deixar de pensar nos meninos que estão surgindo, pois são nosso patrimônio. O trabalho tem sido muito bem feito desde o início, gerado bons frutos para o clube e os atletas envolvidos que, quando voltam, chegam também mais preparados, amadurecidos, para o desafio de vestir a camisa do Flamengo. No final, todos saem ganhando – disse Landim ao ge.

Titular contra o ABC, Ramon passa por período de transição do sub-20 para o profissional do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Titular contra o ABC, Ramon passa por período de transição do sub-20 para o profissional do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Responsável por tocar a pasta, Carlos Noval já foi diretor geral da base e também do futebol profissional. Cabe a ele cuidar de uma estrutura que permite filtrar melhor aqueles que se integrarão a um elenco estrelado, com pouquíssimas brechas.

Contra o ABC, por exemplo, apenas o lateral-esquerdo Ramon foi titular, mesmo com o grupo principal poupado. No banco, nomes badalados da base, como o zagueiro Noga, o volante Daniel Cabral e o atacante Lázaro entraram no segundo tempo.

Dos 11 jogadores do sub-20 relacionados, apenas quatro ainda não estrearam no profissional: o goleiro João Fernando, os laterais Luan e Ítalo e o atacante André.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo — Foto: Alexandre Lago

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo — Foto: Alexandre Lago

Negociações de jogadores rendem R$ 65 milhões

Mas há outra incumbência para o departamento que vem sendo importante para o Flamengo nestes dois anos. Com cada vez menos espaço no elenco profissional, é preciso achar formas de receita com aqueles jogadores que não terão oportunidade.

Se num passado recente, diversos jovens revelados pelo clube estouravam a idade de base e ficavam sem espaço, a meta agora é fazer dinheiro e também desonerar a folha salarial.

Seja através de vendas diretas ou empréstimos remunerados, o Flamengo estima que o departamento de transição já rendeu R$ 65 milhões ao clube. A economia na folha salaria é calculada em cerca de R$ 3 milhões. Alguns exemplos são:

  • Vinicius Souza , vendido ao Lommel SK, da Bélgica, por R$ 16 milhões;
  • Caio Roque , vendido ao Lommel SK, da Bélgica, por R$ 10 milhões;
  • Yuri César , vendido ao Al Shabab, dos Emirados Árabes, por R$ 31 milhões;
  • Matheus Sávio , vendido ao Kashiwa Reysol, do Japão, por R$ 5 milhões;
  • Bill , emprestado ao Dnipro, da Ucrânia;
  • Richard Rios , emprestado ao Mazatlán, do México.

Hoje, há atletas emprestados com opção de compra ou percentual de venda de futura espalhados em países como Israel, Chipre, Espanha, Portugal e Ucrânia. Eles são monitorados com relatórios quinzenais pelo departamento, analisando a minutagem e o desempenho dos jogadores.

Exemplos de jogadores que podem render dinheiro ao Flamengo no futuro

Jogador Posição Novo clube Percentual mantido pelo Flamengo
Thiago Goleiro Estoril (Portugal) 20%
Pablo Lateral-esquerdo FC Telavi (Geórgia) 30%
Pepê Volante Cuiabá 20%
Luís Henrique Meia Fortaleza 40%
Lucas Silva Atacante Paços Ferreira (Portugal) 30%

Cerca de três meses depois de assumir a gerência de transição, Noval fez uma viagem à Europa e visitou cerca de 10 clubes, uma forma de abrir portas, conhecer e ter ligação direta com as pessoas responsáveis em cada clube, pensando em parcerias para futuros negócios.

Com a pandemia de coronavírus, não foi possível dar continuidade em 2020, quando a ideia era viajar a outros continentes. O objetivo é retomar o planejamento em breve – já houve, por exemplo, conversas com representantes da MLS, a liga de futebol dos Estados Unidos.

– Temos algumas negociações em andamento. (Os planos são) continuar negociando alguns atletas nesta janela e na de janeiro. A pandemia atrasou alguns projetos de expandir as parcerias com clubes na América do Sul e fortalecer outras, na Europa. Com o tempo essas situações serão ajustadas – disse Noval ao ge.

Carlos Noval em visita do Flamengo ao Ajax, ainda em 2019 — Foto: Arquivo Pessoal

Carlos Noval em visita do Flamengo ao Ajax, ainda em 2019 — Foto: Arquivo Pessoal

Acompanhamento de perto no sub-20

Além dos negócios, há também o foco em melhorar a chegada de jovens promessas para o profissional. Noval foi o responsável por implementar os processos inerentes ao departamento, que trabalha em proximidade com a base. A ideia é ter um acompanhamento mais profundo dos atletas.

O foco de Noval está no sub-20, mas o gerente também observa a equipe sub-17. Há contato frequente e troca de informações com os funcionários destas categorias. O alinhamento com o futebol profissional é feito diretamente com Fabinho, gerente de inteligência e mercado, e Juan, gerente técnico.

Cabe ao ex-zagueiro, por exemplo, estar em contato com o treinador do profissional. Quando há solicitação de atletas da base para treinar em cima, são Juan e Noval quem dão a indicação de quem tem o perfil mais adequado para o momento.

O Flamengo também trabalha com um conceito de linha de sucessão. O clube faz um espelhamento de nomes de cada posição do profissional até o sub-11. Assim, é possível enxergar carências, mapeá-las e, se necessário, solucioná-las com a captação de jogadores fora do clube.

– Os planos do departamento estão focados no desenvolvimento de todas as valências dos atletas do Sub-20 para que cheguem cada vez mais bem preparados no profissional. No futuro, é importante continuar investindo no crescimento do departamento para que se consolide como instrumento de grande ajuda para o futebol do Flamengo– completou Noval.

Juan acompanha treino do Flamengo com Renato Gaúcho — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Juan acompanha treino do Flamengo com Renato Gaúcho — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O Plano de Desenvolvimento Individual

O filtro na base para trabalhar melhor as promessas ganhou um reforço nos últimos meses, com a criação do Plano de Desenvolvimento Individual, o PDI. Comandado pelo ex-lateral Gilberto, revelado pelo clube, o programa foi implementado por Luiz Carlos, gerente da base, em conjunto com Noval e Juan.

No PDI, foram selecionados 30 atletas da base, a partir do sub-15, identificados como jogadores com potencial para se tornarem atletas de alto rendimento. Eles recebem acompanhamento especial. No contraturno dos treinos, realizam atividades complementares, desde apoio psicológico até acompanhamentos fisiológico e nutricional, além de treinos físicos e técnicos.

Atualmente, por exemplo, o Flamengo está na final do Campeonato Brasileiro sub-17 e ocupa a quinta posição no torneio sub-20. São gerações de atletas promissores, que, caso não seja possível utilizá-los no profissional, poderão ser negociados para continuar a carreira e render algum tipo de retorno ao clube. A expectativa é de que a transição ganhe mais importância à medida que mais nomes surjam.

– Queremos que (o departamento) seja imprescindível para o clube, enraizado, implementado em cada passo dos planejamentos do futebol. Contamos com grande incentivo do presidente, do vice-presidente de Futebol, do diretor executivo e também do Conselho do Futebol – finalizou Noval.

Retirado de: Globo Esporte

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Flamengo deixa de ganhar ‘bolada’ de dinheiro com vice da Libertadores; veja

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A derrota do Flamengo na prorrogação da final da Libertadores por 2 a 1 para o Palmeiras, em Montevidéu, no Uruguai, não foi ruim apenas desportivamente. Pensando nos cofres, o clube perdeu a chance de faturar mais 15 milhões de dólares, cerca de 84 milhões de reais, na decisão.

Com o vice-campeonato, Rubro-Negro ficou com 6 milhões de dólares, cerca de 33 milhões de reais. Somando toda a receita na competição, o Flamengo fecha sua participação na Libertadores 2021 com 13,55 milhões de dólares, cerca de 73 milhões de reais. Em caso de título, esse valor poderia ter chegado a 124 milhões de reais.

A premiação de campeão teria impulsionado e ajudado o clube a alcançar uma marca histórica na temporada: fechar 2021 com receitas de R$ 1 bilhão, valor aprovado pelo Conselho de Administração em orçamento para o ano. Além das premiações, o clube teve aumento nas receitas com marketing.

Entenda abaixo como funciona o sistema de premiação da Libertadores:

Fase de grupos: US$ 3 milhões (R$ 16 milhões)
Oitavas de final: US$ 1.05 milhão (R$ 5 milhões)
Quartas de final: US$ 1.5 milhão (R$ 8 milhões)
Semifinal: US$ 2 milhões (R$ 11 milhões)
Vice-campeão: US$ 6 milhões (R$ 33 milhões)
Campeão: US$ 15 milhões (R$ 84 milhões)

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Finanças

Vendas rendem quase R$ 200 milhões ao Flamengo, que gastou pouco com ‘trio da Premier League’

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Divulgado o balancete referente ao terceiro trimestre de 2021 , que confirmou receitas de R$ 768 milhões do Flamengo no período, o clube também detalhou os investimentos feitos em David Luiz, Andreas Pereiras e Kenedy, reforços no segundo semestre, e os valores das vendas de Gerson, Natan e Rodrigo Muniz.

As vendas do trio, realizadas em junho e agosto, renderão aos cofres rubro-negros R$ 197 milhões 746 mil, mas o pagamento será parcelado até 2023 – confira os detalhes abaixo. Já os gastos com as chegadas de Andreas Pereira e Kenedy, por empréstimo, e David Luiz (sem clube) somaram R$ 4,77 milhões.

QUASE R$ 200 MILHÕES EM VENDAS

Gerson – O meia foi vendido ao Olympique Marseille, da França, por 20,5 milhões de euros em 6 de junho de 2021. Com a cotação da época, o valor é equivalente a R$ 126 milhões e 259 mil. O Flamengo ainda tem a receber 15,2 milhões de euros, em parcelas que não tiveram datas reveladas.

Rodrigo Muniz – O atacante foi vendido ao Fulham, da Inglaterra, por 8 milhões de euros em 12 de agosto de 2021. Com a cotação da época, o valor é equivalente a R$ 49 milhões e 344 mil. O Flamengo ainda tem a receber uma parcela de R$ 24,5 milhões, com vencimento em 8 de agosto de 2022.

Nathan – O zagueiro foi vendido ao Red Bull Baragantino por R$ 22 milhões e 143 mil em 26 de agosto de 2021. O Flamengo tem a receber o valor integral em três parcelas: R$ 11,407 milhões a vencer em 8 de janeiro de 2022; R$ 5,368 milhões a receber em 8 de julho de 2022; e R$ 5,368 milhões a receber em 8 de janeiro de 2023.

MENOS DE R$ 5 MILHÕES POR TRIO DA PREMIER LEAGUE

Andreas Pereira – O meia chegou por empréstimo sem custos do Manchester United, da Inglaterra. No demonstrativo financeiro, consta apenas o valor de R$ 852 mil gastos na comissão de empresários.

David Luiz – O zagueiro, que estava sem clube, chegou sem custos ao Flamengo. No demonstrativo financeiro, consta apenas o valor de R$ 817 mil gastos na comissão de empresários.

Kenedy – O atacante chegou por empréstimo do Chelsea, da Inglatera, por R$ 3 milhões e 101 mil.

Fonte: Lancenet

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Flamengo divulga balancete do terceiro trimestre com superávit e redução na dívida; veja os números!

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O Flamengo divulgou, na noite deste domingo, o demonstrativo financeiro referente ao terceiro trimestre de 2021. Com uma receita bruta de R$ 768 milhões, o clube da Gávea apontou um superávit de R$ 115 milhões nos primeiros nove meses do ano, Nos últimos três meses da temporada, o Flamengo espera romper a barreira do R$ 1 bilhão em receitas – patamar que é tido como objetivo da direção para as temporadas seguintes, da mesma forma.

– Vale ressaltar que as perspectivas de faturamento na casa de R$ 1 bilhão no ano de 2021 estão bastante próximas de se concretizar. Contudo, mais importante que isso é a perspectiva de que 2022 e 2023 serão anos similares ou superiores no patamar de Receitas Recorrentes (aquelas que não são ligadas a eventos pontuais como a venda de atletas), desde que, mantendo-se a atual evolução positiva no controle da pandemia – diz documento publicado pelo clube, junto ao balancete referente ao terceiro trimestre de 2021.

O aumenta das receitas em relação ao ano anterior foram impulsionadas pelos valores arrecadados patrocínios (R$ 121 milhões) e transferências de jogadores (R$ 271 milhões). O programa de sócio-torcedor, impactado pela pandemia do coronavírus desde março de 2020, teve uma queda na arrecadação de 44%, por sua vez, somando R$ 29 milhões aos cofres do clube entre janeiro de setembro.

Ainda houve redução do endividamento líquido operacional do clube em mais de R$ 100 milhões em relação ao final de 2020, totalizando R$ 303 milhões.

Sobre a situação da pandemia do coronavírus, o Flamengo reforçar as medidas tomadas pelo clube desde março de 2020, mas vê o cenário nacional apontando para a melhoria significativa nos impactos graças à vacinação.

– Os eventos e condições gerados pela Covid-19 não geraram incertezas quanto à continuidade  operacional do Clube. Neste momento, o cenário nacional aponta para uma melhoria significativa nos impactos, o avanço expressivo dos números da vacinação, já sendo publicado medidas de relaxamento dos protocolos sanitários. Adicionalmente, como mencionado previamente, o Clube tem implementado inúmeras ações para garantir a continuidade das suas operações e, neste momento, o surto não causou alterações nas circunstâncias que indicariam um risco de continuidade – diz trecho do balancete do clube.

Fonte: Lancenet

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