Desabafo de Braz sobre "caso Tondela" expõe novo capítulo de guerra fria nos bastidores do Flamengo
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Desabafo de Braz sobre “caso Tondela” expõe novo capítulo de guerra fria nos bastidores do Flamengo

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marcos braz

Uma resposta incisiva que começou com “não vou falar sobre o assunto” e diz muito mais sobre um antigo conflito político no Flamengo do que o que foi perguntado.

Marcos Braz não se privou de fazer questionamentos ao projeto que prevê parceria com o Tondela, de Portugal. Comportamento que soou internamente muito mais como um recado para o vice de finanças, Rodrigo Tostes, do que explanação sobre o assunto.

Marcos Braz, vice de futebol do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Marcos Braz, vice de futebol do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Não é de hoje que os vices de futebol e de finanças caminham em direções distintas. É como se fosse um novo round do conflito entre Ninho do Urubu e Gávea, que já teve BAP como antagonista e agora tem em Tostes a figura que bate de frente com Braz. Guerra fria que vem desde o início da gestão Landim.

Há algum tempo o vice de futebol se vê como alvo do trio BAP, Tostes e Gustavo Oliveira, vice de comunicação e marketing, e os confrontos geralmente se dão mais de maneira velada do que direta. O episódio Tondela, que tem o vice de finanças como principal incentivador nos bastidores, é só mais um.

A resposta de quase três minutos de Marcos Braz para a pergunta “o Tondela está perto?” repercutiu nos corredores da Gávea e a percepção coletiva é de que foi exagerada. Dois pontos chamaram a atenção de maneira especial nas resenhas sobre o assunto. (Leia no fim da matéria a resposta completa de Marcos Braz sobre o Tondela )

+ Braz diz que não negocia com David Luiz e cutuca CBF

O primeiro foi o fato de Braz nunca sequer ter se manifestado fosse no sentido de questionar ou no de se posicionar sobre a pauta. Após a coletiva de apresentação de Andreas Pereira, houve uma reunião de mais de uma hora do conselho de futebol sobre os rumos para reta final de temporada e planejamento para 2022, e o tema Tondela foi ignorado.

Outro ponto foi o fato de seu fiel escudeiro, Bruno Spindel, estar a par de tudo o que está acontecendo e Braz indicar não ter conhecimento mais profundo do andamento. O vice de futebol tratou o assunto como irritante e disse que “Landim nunca tocou nisso comigo”.

Até agora Tostes não deu declarações públicas sobre o projeto em Portugal. A tendência é de que isso só aconteça após aprovação no Conselho, em setembro, e após o contrato estar assinado.

Rodrigo Tostes com Landim. VP de finanças voltou ao Flamengo em fevereiro de 2020 — Foto: Reprodução

Rodrigo Tostes com Landim. VP de finanças voltou ao Flamengo em fevereiro de 2020 — Foto: Reprodução

A relação entre Braz e Tostes começou a piorar no episódio da polêmica renovação de contrato de Diego Alves, no final de 2020. Na ocasião, o vice de finanças foi firme ao rechaçar o acordo inicial costurado por Bruno Spindel e deu início a um cabo de guerra que terminou com o goleiro flexibilizando até que o novo vínculo fosse definido.

A disputa pela autonomia nas ações do futebol continuou com o pulso firme na liberação de verba mantido na primeira janela de transferências, quando o Flamengo contratou apenas Bruno Viana. O clima esquentou novamente no episódio Rafinha.

Camisa 1 do Tondela, nas cores verde e amarela — Foto: Divulgação

Camisa 1 do Tondela, nas cores verde e amarela — Foto: Divulgação

O próprio lateral-direito declarou que Marcos Braz e Bruno Spindel demonstraram interesse na contratação e colocaram a responsabilidade dos rumos da negociação no departamento financeiro. Paralelamente a isso, houve críticas do departamento de futebol ao desempenho da vice-presidência de marketing na busca por patrocínio. No fim das contas, o jogador foi para o Grêmio.

A guerra fria continuou internamente e não foram poucas as vezes que Braz manifestou o incômodo sobre a interferência de dirigentes de fora do futebol nas tomadas de decisão da pasta.

– A gente vai conseguir fazer as contratações que achar importante para o Flamengo. Tenho muita fé nisso, independente de um vice-presidente ou outro achar que tem que apertar mais aqui ou ali – disse em entrevista ao podcast GE Flamengo em março.

Questionado na ocasião se era uma indireta para alguém por conta do velho conflito entre Ninho e Gávea, Braz disse:

– Passei da fase de ter preocupação com isso.

A cobrança pela geração de receitas antes de cogitar ir ao mercado, por sua vez, sempre foi algo que gerou ruído entre as sedes no Flamengo. O departamento de futebol se sentia exposto ao ser cobrado por saídas como as de Natan e Gerson, enquanto tratava-se de uma urgência para o cumprimento do orçamento.

Marcos Braz e Bruno Spindel, Flamengo x Fluminense — Foto: Marcos Ribolli / ge

Marcos Braz e Bruno Spindel, Flamengo x Fluminense — Foto: Marcos Ribolli / ge

Além disso, havia desconforto por não existir contrapartida. Por mais que tenha feito milhões com vendas como as já citadas e a de Rodrigo Muniz, a torneira segue fechada para maiores investimentos. Nesta janela, a boa relação com Giuliano Bertolucci, que tem ótima entrada em gigantes europeus, mais uma vez fez a diferença.

Andreas Pereira e Kenedy, por exemplo, chegam praticamente a custo zero e as tratativas com o Lyon por Thiago Mendes esbarraram justamente na torneira fechada. Do lado da Gávea, a postura é irredutível, o que muitas vezes incomoda. Não à toa, o sucesso na empreitada com “bolso vazio” foi tão comemorado pela dupla do futebol.

Acima do cabo de guerra, Rodolfo Landim conduz a situação com naturalidade e chama para si a responsabilidade da maioria das decisões, evitando que os conflitos cheguem a momentos mais agudos dos debates. Faltando cerca de quatro meses para as eleições, o favoritismo é grande no caminho para a reeleição e não é um problema que já dura quase três anos que tiraria o sono do presidente.

Confira a íntegra da resposta de Braz sobre o caso Tondela

“Esse assunto foi irritante. No meio de uma janela e ter que falar de Tondela. Estou desde os meus oito anos no Flamengo. Já ouvi e vi de tudo. Não vou falar desse assunto. Primeiro que o presidente Landim nunca tocou nisso comigo, e tem um outro ponto: se o Flamengo de fato for ao mercado e quiser se associar a outro clube, botando dinheiro ou não, porque o Flamengo tem muito ativo que não é dinheiro, isso precisa passar nos conselhos do Flamengo. Passar no conselho de administração, no conselho deliberativo, e vou fazer até uma sugestão, que façam uma comissão para saber se é possível, se é bom, qual o caminho, qual o estilo de negociação e associação para depois a gente falar.

Não quero falar de Tondela, não quero falar de nada, porque respeito e muito os conselhos deliberativo e de administração do Flamengo. Tem os grandes beneméritos, que precisam ser ouvidos. Isso não tem nada a ver com inviabilizar, nada tem a ver com não gostar. Só acho que tem ritos e caminhos a seguir e são decisões que as pessoas não têm noção que não é só a parte financeira.

Por que é em Portugal e não na Bélgica, por exemplo? Está cheio de clube lá na Bélgica que são de outros grupos do mundo inteiro. Por que não é na Espanha? Então, isso primeiro tem que passar pelos conselhos. Acho que tem que ser feita uma comissão para fazer um estudo, planejamento, e depois se decidir quem será o parceiro. Claro que isso tudo é uma sugestão minha, mas quem manda é o presidente Rodolfo Landim”

Fonte: Globo Esporte

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Justiça autoriza penhora de mais de R$ 100 milhões contra o Flamengo

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O Flamengo sofreu uma penhora, na noite da última sexta-feira, no valor de R$ 126.998.514,57. A punição é referente a uma dívida com o Banco Central do Brasil (Bacen). As informações são do site “Esporte News Mundo”.

Inicialmente, a dívida era de R$ 38.367.280,00. O valor é referente a uma multa aplicada por supostas irregularidades no registro dos valores de negociações internacionais de jogadores entre 1993 e 1998. A decisão é do juiz federal Vladimir Santos Vitovsky, da 9ª Vara Federal de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio de Janeiro (JFRJ).

A derrota do Flamengo no processo foi em segunda instância. O time rubro-negro ainda pode recorrer da decisão.

Fonte: O Dia

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Flamengo deixa de ganhar ‘bolada’ de dinheiro com vice da Libertadores; veja

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A derrota do Flamengo na prorrogação da final da Libertadores por 2 a 1 para o Palmeiras, em Montevidéu, no Uruguai, não foi ruim apenas desportivamente. Pensando nos cofres, o clube perdeu a chance de faturar mais 15 milhões de dólares, cerca de 84 milhões de reais, na decisão.

Com o vice-campeonato, Rubro-Negro ficou com 6 milhões de dólares, cerca de 33 milhões de reais. Somando toda a receita na competição, o Flamengo fecha sua participação na Libertadores 2021 com 13,55 milhões de dólares, cerca de 73 milhões de reais. Em caso de título, esse valor poderia ter chegado a 124 milhões de reais.

A premiação de campeão teria impulsionado e ajudado o clube a alcançar uma marca histórica na temporada: fechar 2021 com receitas de R$ 1 bilhão, valor aprovado pelo Conselho de Administração em orçamento para o ano. Além das premiações, o clube teve aumento nas receitas com marketing.

Entenda abaixo como funciona o sistema de premiação da Libertadores:

Fase de grupos: US$ 3 milhões (R$ 16 milhões)
Oitavas de final: US$ 1.05 milhão (R$ 5 milhões)
Quartas de final: US$ 1.5 milhão (R$ 8 milhões)
Semifinal: US$ 2 milhões (R$ 11 milhões)
Vice-campeão: US$ 6 milhões (R$ 33 milhões)
Campeão: US$ 15 milhões (R$ 84 milhões)

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Finanças

Vendas rendem quase R$ 200 milhões ao Flamengo, que gastou pouco com ‘trio da Premier League’

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Divulgado o balancete referente ao terceiro trimestre de 2021 , que confirmou receitas de R$ 768 milhões do Flamengo no período, o clube também detalhou os investimentos feitos em David Luiz, Andreas Pereiras e Kenedy, reforços no segundo semestre, e os valores das vendas de Gerson, Natan e Rodrigo Muniz.

As vendas do trio, realizadas em junho e agosto, renderão aos cofres rubro-negros R$ 197 milhões 746 mil, mas o pagamento será parcelado até 2023 – confira os detalhes abaixo. Já os gastos com as chegadas de Andreas Pereira e Kenedy, por empréstimo, e David Luiz (sem clube) somaram R$ 4,77 milhões.

QUASE R$ 200 MILHÕES EM VENDAS

Gerson – O meia foi vendido ao Olympique Marseille, da França, por 20,5 milhões de euros em 6 de junho de 2021. Com a cotação da época, o valor é equivalente a R$ 126 milhões e 259 mil. O Flamengo ainda tem a receber 15,2 milhões de euros, em parcelas que não tiveram datas reveladas.

Rodrigo Muniz – O atacante foi vendido ao Fulham, da Inglaterra, por 8 milhões de euros em 12 de agosto de 2021. Com a cotação da época, o valor é equivalente a R$ 49 milhões e 344 mil. O Flamengo ainda tem a receber uma parcela de R$ 24,5 milhões, com vencimento em 8 de agosto de 2022.

Nathan – O zagueiro foi vendido ao Red Bull Baragantino por R$ 22 milhões e 143 mil em 26 de agosto de 2021. O Flamengo tem a receber o valor integral em três parcelas: R$ 11,407 milhões a vencer em 8 de janeiro de 2022; R$ 5,368 milhões a receber em 8 de julho de 2022; e R$ 5,368 milhões a receber em 8 de janeiro de 2023.

MENOS DE R$ 5 MILHÕES POR TRIO DA PREMIER LEAGUE

Andreas Pereira – O meia chegou por empréstimo sem custos do Manchester United, da Inglaterra. No demonstrativo financeiro, consta apenas o valor de R$ 852 mil gastos na comissão de empresários.

David Luiz – O zagueiro, que estava sem clube, chegou sem custos ao Flamengo. No demonstrativo financeiro, consta apenas o valor de R$ 817 mil gastos na comissão de empresários.

Kenedy – O atacante chegou por empréstimo do Chelsea, da Inglatera, por R$ 3 milhões e 101 mil.

Fonte: Lancenet

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