Ao menos na rodada, time de Renato Gaúcho jogou o melhor futebol do Brasil, diz RMP
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Ao menos na rodada, time de Renato Gaúcho jogou o melhor futebol do Brasil, diz RMP

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Houve um tempo em que Renato Gaúcho se gabava, dizendo que o Grêmio jogava o melhor futebol do Brasil. Essa época, que culminou com os títulos da Copa do Brasil, em 2016, da Libertadores, em 2017, e da Recopa Sul-Americana, em 2018, foi sepultada pela avalanche provocada pelo Flamengo de Jorge Jesus, na magnífica temporada de 2019.

Na noite desse último domingo, entretanto, com a exibição de gala do rubro-negro carioca, sob seu comando, goleando impiedosamente o Bahia, por 5 a 0, em Pituaçu, o técnico pode se orgulhar de que nenhuma outra equipe, na 12ª rodada do Brasileiro, jogou futebol tão vistoso e eficiente. Um desempenho à altura dos melhores momentos de Jorge Jesus.

É óbvio que apenas uma atuação espetacular é pouco para garantir que o Flamengo de Renato Gaúcho praticará o melhor futebol do Brasil daqui pra frente. Mas algumas de suas decisões – e a resposta dos jogadores a elas – dão direito à maior torcida do país sonhar com os títulos das competições que ainda disputa: Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro.

Para operar a metamorfose de lagarta (dos tempos sombrios de Rogério Ceni) para borboleta (em Pituaçu), nem foi preciso grandes mudanças. Bastou devolver Arão à posição na qual Jesus o consagrou, primeiro volante, escalando uma dupla de zagueiros de origem, que passou a atuar bem protegida. A volta de Diego, assumindo o lugar e a função que eram de Gerson, também contribuiu para a significativa mudança para melhor.

Some-se a isso a estreia extremamente tardia, mas avassaladora de Gabigol no Brasileirão e ótimas atuações de Isla, Arrascaeta e Éverton Ribeiro e o futebol rubro-negro floresceu naturalmente.

Esse time sabe jogar por música, desde que foi treinado pelo português. Basta não atrapalhar, como fizeram Domènec Torrent e Rogério Ceni. E Renato Gaúcho, que foi surrado impiedosamente por esses mesmos jogadores, tem plena consciência disso, pois sentiu na pele do que eles são capazes.

Na volta do primeiro para o segundo tempo, Renato e Filipe Luís conversavam com os semblantes concentrados, como devem ter conversado longamente durante os últimos dias. O lateral-esquerdo é o jogador com maior consciência tática do elenco e muito possivelmente um futuro técnico de sucesso – tem, como já disse, “todos os treinamentos de Jorge Jesus anotados” (bem como os de Simeone, com quem trabalhou anos a fio, no Atlético de Madri.

Essa capacidade de conversar e saber ouvir os jogadores que comanda é um dos maiores méritos de Renato. “Pra que complicar?”, costuma dizer. E é exatamente disso que o Flamengo precisa agora. Um treinador capaz de unir o grupo, desanuviar o ambiente (extremamente pesado, com Ceni) e devolver a confiança a jogadores como Gustavo Henrique, Léo Pereira, Vitinho, Michael e até Bruno Henrique.

O Gaúcho é bom nisso. Que o digam, Jael, Cortez, Maicon, Diego Souza, Leonardo Moura e tantos outros, recuperados por ele, no Grêmio.

Havia, antes da partida contra o Bahia, o temor de que Renato, como costumava fazer em seus tempos de Grêmio, poupasse vários titulares, pensando no jogo da próxima quarta-feira, contra o Defensa y Justicia, pela Libertadores. Pois ele não poupou ninguém até o Flamengo fazer 3 a 0 e liquidar a fatura. Aí, sim, foram substituídos Filipe Luís, Diego, Gabigol, Isla e Michael. Perfeita decisão. Coroada com as ótimas entradas de Pedro e Vitinho, autores dos dois gols que fecharam o placar.

A recuperação rubro-negra será posta à prova nos dois próximos confrontos, contra o Defensa, na quarta, e o São Paulo (autêntica caveira de burro do Fla nos últimos anos). Se vencer estes dois adversários, até mesmo os mais críticos à contratação de Portaluppi serão obrigados a bater palmas pra ele.

Em tempo: após a vitória do Palmeiras sobre o Atlético Goianiense, muitos açodados chegaram a prenunciar, nas redes sociais, que a disputa pelo título brasileiro acabaria polarizada entre o time de Abel Ferreira e o Atlético Mineiro. Não me parece de bom tom descartar tão cedo o atual bicampeão brasileiro…

Fonte: Uol

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Futebol

Bastidores da demissão: Além do vice na Libertadores, comportamento e falta de profundidade tática nos treinos desgastou passagem de Renato Gaúcho pelo Flamengo

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A passagem de Renato Gaúcho pelo Flamengo durou pouco mais de quatro meses, mas bem antes do divórcio o trabalho do treinador começou a ser contestado dentro do clube. Determinadas posturas no dia a dia incomodaram jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes.

Ídolo com estátua no Grêmio, seu clube anterior, Renato chegou ao Flamengo sem mudar algumas atitudes que tomava em Porto Alegre e não lhe causavam problemas. No Ninho do Urubu, porém, a história foi diferente. Quando os titulares ganhavam folga, por exemplo, era comum o treinador não comparecer ao CT.

– Hoje ele se deu folga – era o comentário mais ouvido entre funcionários do Ninho nesses dias.

Renato no jogo contra o Grêmio: ausência em treino dos titulares no mesmo dia causou irritação — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Renato no jogo contra o Grêmio: ausência em treino dos titulares no mesmo dia causou irritação — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Já no primeiro mês de trabalho de Renato, quando o Flamengo enfileirava goleadas, a ausência do treinador na viagem a Natal para o jogo de volta contra o ABC, pela Copa do Brasil, foi mal recebida por alguns no Ninho. Na ocasião, ele recebeu autorização do vice de futebol do clube, Marcos Braz, para permanecer no Rio com os titulares.

Além de ocasiões pontuais como os treinos e a ausência em Natal, um ponto causou incômodo constante, principalmente entre os jogadores: a falta de detalhamento tático nas atividades. A maior parte dos treinos consistia em pequenos jogos, com menos de 11 jogadores em cada time, fossem nove contra nove, oito contra oito ou sete contra sete.

No dia a dia, a relação dos jogadores com Renato era consideravelmente melhor do que com seu antecessor, Rogério Ceni. “Gente boa” é uma expressão ouvida frequentemente no Ninho para definir o treinador que deixou o Flamengo nesta segunda. Mas a questão tática irritava boa parte do elenco.

– A gente consegue resolver jogos pela qualidade do time, mas tem momentos em que a gente precisa de um técnico indicando caminhos – disse um jogador.

Jogadores do Flamengo se irritaram com falta de profundidade tática dos treinos de Renato — Foto:  Pedro H. Tesch/AGIF

Jogadores do Flamengo se irritaram com falta de profundidade tática dos treinos de Renato — Foto: Pedro H. Tesch/AGIF

Já na reta final do trabalho, um episódio foi considerado a gota d’água, que dificultaria a permanência de Renato mesmo em caso de título da Libertadores: a ausência do técnico no treino que os titulares fizeram em Porto Alegre quatro dias antes da final contra o Palmeiras.

No mesmo dia, os reservas rubro-negros enfrentaram o Grêmio à noite, e Renato preferiu não comandar a atividade dos titulares. Se no início as críticas a esse tipo de comportamento ainda eram mais restritas em razão dos resultados, nesse caso a rejeição foi quase unânime e pavimentou a decisão pelo fim da passagem do treinador pelo Flamengo.

Quando Néstor Pitana apitou o fim da prorrogação da final da Libertadores, os envolvidos no futebol rubro-negro sabiam que não havia clima para Renato comandar mais um jogo sequer. O anúncio foi feito nesta segunda, e Maurício Souza será o técnico do Flamengo até o fim do Brasileiro.

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Flamengo planeja reformulação geral em setores do futebol para 2022

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A derrota na final da Libertadores deverá confirmar uma grande reformulação no Flamengo para 2022. O técnico Renato Gaúcho não deve permanecer e pode sair até mesmo antes do fim do Brasileiro, porém, as mudanças não devem parar por aí. O clube carioca deverá passar por uma verdadeira mudança que inclui jogadores e também profissionais que fazem parte do futebol do Rubro-Negro há algum tempo.

Entre os jogadores, há pelo menos cinco que não devem continuar para a próxima temporada. O zagueiro Bruno Viana, que pertence ao Braga, e não deverá ter seu vínculo renovado. O goleiro César que deve ser negociado, além do volante Piris da Motta e do lateral-direito Rodinei. O jovem João Gomes, de 21 anos, também tem chances de ser negociado pelo clube carioca.

Além dessas saídas, o Flamengo também deverá ir ao mercado e fazer contratações. O clube carioca entende que precisa se reforçar com um goleiro e também com meia, para ser uma espécie de “sombra” para Arrascaeta. A contratação de um lateral-direito também não está descartada pelo Rubro-Negro.

Porém, a reformulação não vai passar apenas por mudanças no elenco. De acordo com informações do portal “UOL”, a preparação física e o departamento médico do Flamengo, que receberam muitas críticas na temporada, podem sofrer mudanças. Lembrando que o clube irá passar por eleições no próximo mês e o atual presidente Rodolfo Landim é o favorito para ser reeleito.

Fonte: O Dia

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Futebol

Diretoria do Flamengo avalia demissão de Renato Gaúcho

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Renato Portaluppi, que já vem sendo muito pressionado pela torcida do Flamengo há alguns jogos, pode deixar o comando técnico do clube a qualquer momento após o vice-campeonato na Libertadores, diante do Palmeiras.

Conforme apurado pela reportagem da TNT Sports, o treinador, que tem contrato até o fim deste ano, não permanecerá no Rubro-Negro para a próxima temporada e pode ser que chegue a não cumprir o contrato.

Nos bastidores do Flamengo, ainda de acordo com a apuração da TNT Sports , é discutida a possibilidade de Renato não estar à frente da equipe já na próxima terça-feira (30), diante do Ceará, jogo válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico chegou ao time carioca em julho, horas depois da demissão de Rogério Ceni. No contrato, há uma cláusula de renovação automática caso Rodolfo Landim seja reeleito presidente do clube.

Fonte: TNT Sports

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