Chegou ao fim a passagem de Gerson pelo Flamengo. Após oito títulos, 109 jogos e sete gols, o ‘ Coringa ‘ fez, nesta quarta (23), sua última partida pelo clube carioca antes de viajar para a França para ser anunciado como novo reforço do Olympique de Marselha.

E deixará o Rubro-Negro com o pé direito. 2 a 1 no Maracanã, com dois de Bruno Henrique, e muita emoção ao final da partida. Tanto que, na entrevista, foi às lágrimas ao agradecer aos companheiros, torcida e todo o estafe do Flamengo.

“Cara, a gente nunca pensa em se despedir. Uma das coisas mais difíceis que tem no mundo é se despedir de pessoas, de coisas que você ama. Quando se despede de um amigo que gosta muito, é difícil para caramba. Imagine de um clube que, quando criança, sempre torceu, chorou na derrota, sorriu na vitória. Ter oportunidade de um dia estar vestindo a camisa desse clube e chega um dia ter que se despedir. Imagine o que é, o que passa na cabeça da pessoa”, começou por afirmar em entrevista ao Premiere .

“Eu sempre tive o sonho de jogar no Maracanã, chega aqui, telão cara… e o time do meu coração agradecendo. Na minha cabeça, pouca coisa que fiz, mas na cabeça de milhões de pessoas, muita coisa. Fiquei aqui pouco tempo, então, muito gratificante. Só tenho que agradecer tudo que vivi. Aos companheiros, o estafe, a assessoria. Dentro do Flamengo, não é que você vem só para trabalhar, lá dentro tem uma família. É difícil deixar pessoas que você ama, convive todo dia, cria um carinho forte, muitas pessoas que tenho que agradecer. Saio emocionado, mas saio com o dever cumprido, obrigado por tudo”, completou.

Questionado, Gerson ainda brincou sobre o que, supostamente, um torcedor do Flamengo falaria para ele na despedida.

“Agora eu voltei a ser torcedor, nunca escondi isso de ninguém. Primeiro, diria que ele seja feliz, que possa conquistar todos os sonhos e objetivos, que um dia possa voltar. Falando por mim, que um dia possa voltar e todos me recebam de braços abertos”.

Por fim, o camisa 8 falou sobre a proposta do Olympique que o fez balançar e deixou claro que só deixa o Rubro-Negro pela oferta ter sido boa para todas as partes.

“Não é questão de ser irrecusável. A gente pensa todos os lados. Estamos vivendo um momento difícil. Quando cheguei o clube estava estruturado, com a pandemia, todo mundo deu uma balançada. Na verdade, foi bom para mim, para minha carreira, para o clube. Saio triste do clube do meu coração, mas sei que minha venda pôde ajudar o clube de alguma forma”.