Se não ouvimos ciência, ouçamos Lisca e Abel. Futebol não é mundo paralelo
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Se não ouvimos ciência, ouçamos Lisca e Abel. Futebol não é mundo paralelo

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Não ouvirmos a ciência já faz parte do nosso DNA. A esperança é que quem saiba ouçamos os protagonistas do jogo. Abel Ferreira e Lisca gritaram contra o absurdo e isso tem reverberado. A pandemia deveria obrigar as entidades a rever não só a continuidade dos campeonatos, como também mudar o calendário brasileiro.

A verdade dura e triste é: o futebol não só tem contaminado pessoas, tem matado também. Roberto Ciccivizzo, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, foi até a Argentina trabalhar na final da Copa Sulamericana e nem voltou paro o Brasil depois de ser contaminado. Ruy Scarpino, Marcelo Veiga e quantos outros do futebol foram vítimas fatais da doença.

Desabafou o Lisca: ” Nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, amigos treinadores. É hora de segurar a vida. Aqui no Mineiro tudo bem, é mais perto, mas como vão levar uma delegação do norte para o Sul. Presidente Caboclo, pelo amor de Deus, Juninho Paulista, Tite, Cléber Xavier, autoridades. Nós estamos apavorados ”

Abel Ferreira provocou uma reflexão : ” Quando cheguei aqui (ao Palmeiras), fiquei um bocadinho espantado, porque na Europa, pelo menos em Portugal, tivemos dois lockdowns , com todo mundo ficando em casa e só saindo para comprar alimentos essenciais. E, quando cheguei ao Brasil, vi que as regras tinham que ser mais apertadas”

Muitos estão assustados com o retorno. Eu conversei com vários atletas e técnicos nesses dias. Todos disseram que existe um clima de insegurança, e que o protocolo não tem dado a tranquilidade que eles imaginavam que seria possível.

São vários casos de atletas testando positivo no dia seguinte a jogos. Não existe protocolo que garanta segurança com os deslocamentos e sem o real isolamento dos atletas.

Num país continental, e com viagens semanais, o risco de contaminação é muito grande como se tem visto desde que a bola voltou a rolar nesse período pandêmico.

O único caminho seria definir sedes e colocar atletas em “bolhas”, assim como foi feito na NBA , por exemplo. Para não privá-los do convívio familiar por tanto tempo, poderia se estipular visitas periódicas dos familiares que seguiriam também um protocolo. Deslocamentos entre cidades que possam ser feitos de ônibus é algo que também pode ser estudado.

Mas e como fazer com a Copa do Brasil e Estaduais? Não dá.

Teria que mudar calendário.

Em uma crise, todos perdem. É preciso entender e diminuir as perdas.

São ideias.

E todas pensando na saúde dos atletas, sem entrar em questões caras ao esporte mas que se tornaram menores em função dessa realidade inimaginável, como a isonomia entre os competidores (essa já sofreu danos em todos os lugares do planeta).

A CBF sempre disse que o diálogo é permanente para aperfeiçoar o protocolo. Por que não discutir também o calendário? Os atletas e técnicos precisam falar.

E é importante que CBF e também os clubes escutem as palavras de Abel e Lisca, afinal eles têm o dever legal de proteger a saúde dos atletas.

O que diz a lei

Já escrevi aqui Lei em Campo que é um erro achar que o atleta e técnico são obrigados a jogar no meio de uma pandemia como a que estamos vivendo. Não são.

Claro que o Ministério Público do Trabalho está de olho e deve agir..

Se o atleta se sentir inseguro, os protocolos não forem claros e as autoridades de saúde indicarem a necessidade de manter o isolamento, ou houver risco claro a saúde dele, o jogador tem respaldo jurídico para não voltar a trabalhar.

A Constituição Federal, no art. 7º, XXII, prevê como direito do trabalhador a “redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”. Além disso, a legislação é transparente ao determinar que o empregador (clube) é responsável pela saúde e integridade de seus empregados (atletas). Isso está previsto também na Lei Pelé e na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

O diálogo é indispensável.

Mas é fundamental não esquecer que a prioridade número 1 será sempre a saúde de todos, como já disse Gianni Infantino, presidente da FIFA, e também Rogério Caboclo, presidente da CBF.

Bolhas ou parar o futebol. Rediscutir calendário. Não vejo outra saída. Por mais difíceis que sejam os caminhos, eles são muitos melhores do que ser cúmplices na perda de vidas.

Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo

 

Fonte: Uol

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Renato Gaúcho estuda colocar Diego na vaga de Thiago Maia contra o Athletico

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O elenco do Flamengo se reapresentou nesta segunda-feira e iniciou a preparação para pegar o Athletico-PR nesta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, pelo segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil. Para este duelo, Renato Gaúcho estuda realizar mudança no meio de campo rubro-negro.

Ainda sem Arrascaeta, que se recupera de lesão muscular, o técnico do Flamengo estuda manter Andreas na vaga do uruguaio, mas colocar Diego Ribas no lugar de Thiago Maia. O volante tem sido titular nos últimos jogos, mas tem chance de ser sacado para a entrada do camisa 10. O martelo será batido na atividade desta terça-feira, a última antes de o Rubro-Negro pegar o Furacão.

Bruno Henrique e Gabigol estão recuperados das respectivas lesões, treinaram normalmente e ficarão à disposição da comissão técnica para a decisão de quarta-feira. David Luiz, que não esta inscrito na Copa do Brasil, estaria fora do jogo mesmo se tivesse 100% fisicamente. O zagueiro evoluiu bem no tratamento da lesão muscular e pode voltar no sábado, contra o Atlético-MG.

Fonte: O Dia

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Renê, lateral do Flamengo, quer ir a justiça contra ataques xenofóbicos nas redes sociais

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Em meio à derrota para o Fluminense (3 a 1), sábado, no Maracanã, o lateral-esquerdo Renê, do Flamengo, era alvo de ataques xenófobos feitos por torcedores em redes sociais. Não foi algo inédito, pelo contrário. O jogador estuda a possibilidade de ir à justiça.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, o atleta respondeu ao blog que “lamenta profundamente saber que ainda existam ‘pessoas’ promovendo esse tipo de atitude e pensamento amparadas pelo anonimato da internet”. Ele analisa os últimos acontecimentos e não descarta tomar medidas no futuro, caso a situação venha se repetir ou se agravar.

“Essa é uma violação dos direitos do Renê, depende da vontade dele de agir judicialmente. Assim como colaboramos com outros atletas que precisaram de suporte, estamos aqui para ajudar no que ele quiser. A dificuldade nesses crimes de ódio é identificar o ofensor. Os jogadores sabem que podem contar com a gente”, disse ao blog o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches.

Não foi a primeira vez que Renê sofreu com ataques do gênero. Depois da derrota para o Emelec, em 2019, na Copa Libertadores, o jogador nascido no Piauí foi chamado de “paraíba” em redes sociais. Sua atuação no Fla-Flu foi o estopim para que novos ataques covardes acontecessem no sábado.

A lei nº 9.459 classifica xenofobia como crime. A pena de reclusão vai de um a três anos. Em outras ocasiões, a mulher do jogador se manifestou contra reações xenófobas direcionadas a Renê. O lateral-esquerdo chegou ao Flamengo em 2017, contratado ao Sport. Natural da cidade de Picos (PI), ele já fez 196 jogos pelo clube carioca e marcou seis gols.

Fonte: UOL

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David Luiz se recupera de lesão muscular e volta ao Flamengo contra o Atlético-MG

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No último sábado (23), o Flamengo perdeu para o Fluminense por 3 a 1, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, no domingo (24), o elenco rubro-negro recebeu folga enquanto Bruno Henrique, Gabigol, David Luiz e Arrascaeta compareceram ao Centro de Treinamento do Ninho do Urubu para dar sequência aos respectivos tratamentos. O zagueiro, inclusive, está recuperado de lesão e tem data para retornar aos gramados.

Totalmente recuperado da lesão muscular na coxa, David Luiz não sente mais nenhum incômodo e, portanto, pode voltar a vestir o Manto Sagrado. No entanto, como o zagueiro não foi inscrito na Copa do Brasil em tempo hábil, a expectativa é que o jogador volte ao Flamengo no sábado (30), quando o time enfrenta o Atlético-MG, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A informação foi divulgada inicialmente pelo GE.

O confronto direto entre o atual líder do torneio e o terceiro colocado acontecerá a partir das 19h (horário de Brasília), no Maracanã. Antes disso, no entanto, o Flamengo dá uma pausa no Brasileirão para focar na decisão que tem pela frente na Copa do Brasil.

Nesta quarta-feira (27), o Mais Querido recebe o Athletico-PR, no Maracanã, pelo jogo de volta da semifinal da competição. O duelo acontecerá a partir das 21h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo.

Fonte: Coluna do Fla

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