Discutir volta da torcida no pior momento da pandemia é coisa de energúmeno
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Discutir volta da torcida no pior momento da pandemia é coisa de energúmeno

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Quando a CBF determinou, em março do ano passado, a paralisação do futebol no Brasil, por causa da pandemia de coronavírus , o país tinha menos de cinco mil infectados e 165 mortes. Vivendo, atualmente, o pior momento da doença (já são mais de 262 mil vidas perdidas e médias diárias próximas a 2 mil cadáveres a cada 24 horas), o velho e violento esporte bretão segue sendo praticado nos gramados tupiniquins como se não houvesse o amanhã e, acredite se quiser, há dirigentes discutindo a volta dos torcedores aos estádios.

A macabra iniciativa, como não podia deixar de ser, parte de uma das mais nefastas Federações do Brasil: a do Rio de Janeiro, que acaba de ver rebaixados para a segunda divisão dois de seus quatro grandes clubes. O movimento, iniciado com uma reunião virtual com médicos dos clubes do estado, tem como artífices o presidente da Ferj, Rubens Lopes (aquele que consegue o prodígio de fazer o carioca ter saudades de seu antecessor, Eduardo Viana, o Caixa D’Água) e o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, maior incentivador da volta do futebol, em agosto de 2020, pouco mais de 90 dias após a paralisação. Todos os clubes do Rio já aprovaram a decisão. E planejam colocá-la em prática já no Fla-Flu do próximo dia 14.

Na reportagem de Diogo Dantas, no Globo, os defensores da sinistra ideia falam em liberar a entrada de pequenos grupos de torcedores, selecionados pelos clubes e que tenham IgG positivo para o coronavírus (teoricamente, portanto, já imunizados). Tudo, segundo eles, para que os protocolos do “Jogo Seguro” já estejam ajustados para quando o público for liberado pelas autoridades.

Não é à toa que o Carioquinha é apelidado de “Me Engana Que Eu Gosto”. Sem teste de IgG algum, a Federação já permite que grupos enormes de dirigentes e torcedores (apaniguados e aliados) acompanhem os jogos nos estádios, nos brindando com toda a sorte de exemplos de má educação e falta de fair play esportivo. O que se quer agora é ampliar o leque.

E se alguém se contaminar (e vai se contaminar), se contaminou. Seguindo à risca a cartilha do “deixemos de frescura e de mimimi”. Pobre Brasil.

Cancelem a Copa América

Manchester City e Liverpool não querem liberar seus jogadores para as seleções, caso eles tenham que cumprir a quarentena obrigatória de 10 dias, ao retornar dos países que estão na lista vermelha do Reino Unido (o Brasil está). Outros devem segui-los e por causa disso e do agravamento da pandemia em todo o continente as eliminatórias sul-americanas não deverão ser retomadas no final deste mês e início de abril, como programado.

Artigo de Danilo Lavieri, aqui no UOL , sugere usar datas da Copa América para realocar os jogos das eliminatórias sul-americanas. Faz todo o sentido. Em meio à pandemia e a um calendário insano é um absurdo, um despautério realizar esse caça-níquel de qualidade pra lá de discutível. É hora de lançar o #cancelemcopaamerica.

Fonte: Uol

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Trajano: “Flamengo já é um time montado há dois anos, Galo ainda está sendo

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O Atlético-MG goleou por 4 a 0 o Deportivo La Guaira , da Venezuela, e confirmou a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores , tendo também até o momento o melhor ataque da competição, com 15 gol — um a mais que Flamengo e Palmeiras, que ainda jogam amanhã. Para José Trajano, o Galo se coloca no rol dos melhores times brasileiros do momento, mas ainda abaixo do Flamengo.

Em sua participação no programa UOL News Esporte , com Domitila Becker, Trajano avalia a classificação do Atlético-MG com a melhor campanha da fase de grupos, o bom momento de Hulk após a chegada em meio à desconfiança e cobrança por titularidade e a distância do time de Cuca para o Flamengo de Rogério Ceni.

“Parabéns ao Galo, é o líder geral do campeonato, mas cá entre nós, pegou um grupo mais fácil, o torcedor tem razão em ficar comemorando, achar legal e tal, mas tem muita areia, tem muita água para correr debaixo dessa ponte. O Flamengo há dois anos é o Flamengo. Claro, saiu o Jesus, entrou o outro, o Rogério foi se equilibrando, mas o Flamengo é um time montado, o Galo ainda está sendo montado. O Hulk está se entrosando agora, o Nacho está indo bem, a defesa ainda tem problemas”, afirma Trajano.

“É um bom time, tem bons jogadores, gastou muita grana também, uma grana que não tinha, quero ver pagar essa conta depois, mas o Galo está agora no rol das grandes equipes brasileiras. Se você fizer uma lista, vai estar o Flamengo, vai estar o Palmeiras, mesmo perdendo o Campeonato Paulista, mas tem elenco, tem time, tem um técnico meio metidão, meio mal educado, não reconhece a derrota, tem o São Paulo do Crespo, que está bem armadinho, e o Galo, são os quatro melhores e mais fortes times para o Brasileiro que começa agora, já começa nesse fim de semana”, completa.

Sobre os 4 a 0 sobre o La Guaira no Mineirão, Trajano afirma que o Atlético-MG cumpriu com sua obrigação diante de uma equipe muito fraca, além de destacar a forma como Hulk já virou um dos maiores artilheiros do clube mineiro na Libertadores.

“Ganhou de ninguém, time da Venezuela que ninguém sabe nem pronunciar o nome, nunca tinha ouvido falar, confesso, mas fez a lição de casa, 4 a 0, com o Hulk, que começou sob desconfiança, chegou no Brasil gordinho, rechonchudo e tal, se desentendeu com o Cuca, mas agora se encontrou, ele é um dos artilheiros da história do Galo na Libertadores, mas está muito longe do Tardelli, que ninguém sabe se vai ficar ou não, é outro veterano que está aí, mas o artilheiro maior do Galo é um que não está fazendo gol e tem jogado pouco, o Jô, que está no Corinthians “, conclui.

Fonte: Uol

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Por que Record não exibe o Campeonato Carioca 2021 para todo o Brasil

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A Record vai exibir seu primeiro clássico no Campeonato Carioca 2021 nesta quarta-feira (23). Botafogo x Flamengo será transmitido a partir das 21h30 (horário de Brasília), pela 5ª rodada do Estadual do Rio, mas apenas telespectadores de 13 Estados e o Distrito Federal poderão acompanhar o jogo pela emissora de Edir Macedo. O motivo é o formato de negócio que a Record adotou para o evento.

A coluna apurou que a Record TV Rio cede os direitos de transmissão para as afiliadas pelo Brasil mediante o pagamento de uma taxa fixa referente aos direitos comerciais e imagens. Com isso, cada afiliada estadual da Record pode, por exemplo, vender suas cotas próprias de transmissão – sem exibir os patrocinadores fechados apenas para o Rio de Janeiro.

Parte pequena desse valor de patrocínio local, cerca de 10% de cada cota vendida regionalmente pelas afiliadas, vai para a Record no Rio. Mas como a taxa não é tão barata, e as TVs regionais estão em uma situação apertada por causa da pandemia de covid-19, nem todo mundo topou esse modelo de negócio. Muitas emissoras locais estão sofrendo com a redução de investimento publicitário. Parceiras como a TV Cidade (Ceará], TV Clube (Pernambuco) e TV Pajuçara (Alagoas) foram algumas emissoras locais que se recusaram a pagar o valor para ter o Estadual.

É por esse motivo que o Estadual do Rio não é exibido para Estados com grande concentração de torcedores de times fluminenses, como Ceará e Rio Grande do Norte. Até o ano passado, a TV Globo transmitia, com certa regularidade, jogos do Carioca para esses Estados.

Nas semifinais e finais, existe a previsão para que os jogos sejam exibidos para todo o país, inclusive São Paulo, por causa da grande repercussão que terá em caso de clássico. Em 2020, o SBT teve um bom Ibope com a exibição de Flamengo x Fluminense, mesmo para a capital paulista. Por enquanto, apenas as emissoras dos Estados que já fecharam o acordo com a Record TV Rio podem mostrar o jogo de amanhã.

Além da cidade do Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Pará, Amazonas, Minas Gerais (só Uberlândia), Sergipe, Piauí, Amapá, Rondônia, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná exibirão Botafogo x Flamengo.

A partida será narrada por Lucas Pereira, com comentários de Ricardo Rocha e Gutemberg de Paula, e apresentação de Mylena Ciribelli. O contrato da Record pelo Carioca é válido até 2022.

Fonte: Uol

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Paralisação do futebol poderia ter sido evitada com protocolo das “bolhas”

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A discussão sobre a paralisação ou não do futebol brasileiro parece não ter fim. Diferentes estaduais já foram suspensos após novas medidas sanitárias serem adotadas pelos governos para combater o aumento exponencial da pandemia de Covid-19 no País. Em São Paulo, a situação é ainda pior e poderá ser definida pela Justiça por conta do impasse entre Federação Paulista de Futebol (FPF), Ministério Público e autoridades paulistas.

O Governo de São Paulo acatou uma recomendação do Ministério Público que pedia pela paralisação de partidas de futebol em todo o Estado. No entanto, a FPF afirma que não vai parar a competição porque não há motivos para tal, apresentando dados estatísticos para sustentar seu posicionamento. A entidade está tentando transferir partidas do Paulistão para outros estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ambos foram negados. A princípio, a partida entre São Bento e Palmeiras, marcada para essa quarta (17), havia sido marcada na Arena Independência, mas acabou sendo cancelada depois que o governo mineiro anunciar a ‘Onda Roxa’, conjunto de medidas mais restritivas, em Minas Gerais. Cada vez mais acuada, a FPF agora corre contra o tempo para encontrar outro local para receber as partidas.

Toda essa discussão poderia ter sido evitada se o futebol brasileiro tivesse escolhido outro caminho ao retomar suas atividades em junho do ano passado, após o início da pandemia. Esse caminho seria a adoção do protocolo de “bolhas”, o mesmo utilizado pela NBA , nos Estados Unidos, na última temporada.

Para o advogado Paulo Schmitt, não será possível continuar com as competições sem que seja implementado esse protocolo pelas federações e entidades esportivas.

“A continuidade dos campeonatos depende da formação de bolhas, obviamente com adoção de rígidos protocolos sanitários. Nossos estudos sempre demonstraram os graves riscos do esporte fora da bolha. Então, em momento mais crítico ainda, somente se vislumbra um mínimo de segurança para a atividade caso ocorra a efetiva diminuição de circulação mediante confinamentos, testes e jogos em sedes fixas (bolha). Qualquer outra tentativa de manter a bola rolando, com deslocamentos constantes e desmobilização de elencos com intervalos entre partidas, será altamente arriscado ainda mais nesse momento da pandemia”, ressalta o membro do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva, da Universidade Federal do Paraná e um dos autores do estudo Esporte Fora da Bolha .

Na última temporada, a NBA adotou a ‘bolha’, uma zona de isolamento em Orlando, Flórida, no Walt Disney World, com regras estritas criadas para proteger os jogadores dos times de sua liga até que a competição seja encerrada. Ao todo, foram investidos um total de US$ 170 milhões (R$ 950 milhões na cotação atual) para que o protocolo fosse mantido por 96 dias (período que os atletas ficaram nos alojamentos), com um total de 347 jogadores testados regularmente, 205 jogos disputados e nenhum caso positivo de Covid-19, mostrando-se totalmente eficaz.

O futebol brasileiro apostou na testagem em larga escala em funcionários e jogadores. Apesar de serem cumpridos pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os protocolos adotados não se mostraram totalmente seguros. Diferentes clubes sofreram com surtos de Covid-19 em seu ambiente de trabalho. Um dos principais fatores para o contágio se dá pela grande quantidade de viagens e deslocamentos das delegações.

“As constantes viagens aumentam significativamente o nível de exposição e inviabilizam testagem centralizada e outros fatores de planejamento de riscos de infecções. As competições esportivas em ‘bolhas’ ou com deslocamentos controlados nas diversas modalidades se mostram eventos mais eficazes, seguros e menos desequilibrados entre competidores”, afirma Paulo Schmitt em seu estudo.

O Lei em Campo já contou que a ideia de jogar o Campeonato Brasileiro em bolha foi cogitada, mas acabou não avançando depois que nenhuma das partes (jogadores, clubes e a própria entidade) aprovaram a ideia .

Ainda é possível adotar o protocolo da ‘bolha’, não há impedimento na justiça desportiva que impeça isso, mesmo com a competição em questão já ter sido iniciada. No entanto, é necessário a aprovação de todos os clubes que participam do campeonato.

“Nada impede que a bolha seja adotada. Não existe regra desportiva nem estatal que proíba esse protocolo. Isso não tem a ver com regulamento, mas sim com a segurança da competição. Caso seja necessário, poderá ser colocado em prática se for aprovado”, afirma Martinho Miranda, advogado especialista em direito desportivo.

O estudo apresentado por Paulo Schmitt e Marcus Beims busca comprovar, através de fórmulas com tempo de estadia, possibilidade de infecção nos ambientes e voos, como as viagens realizadas pelos clubes que disputam competições nacionais e regionais podem ser um fator determinante para o aumento do número de casos.

“O estudo pretende demonstrar como a constância de viagens entre capitais, tem relação direta com a probabilidade de aumento significativo de infecção pelo coronavírus e o seu impacto esportivo. O Brasil entra em um perigoso cenário de provável segunda onda e expectativa de vacinação, mas a pandemia está longe de acabar. O aumento de chance de contágio chegou a 65% na Superliga Feminina de Vôlei em novembro, e a elevados 75% de crescimento de risco no Brasileirão de futebol em dezembro”, detalha Schmitt.

“Os estudos constantes das recomendações do esporte frente a Covid-19 e os Boletins e artigos fazem o alerta de risco desde o início da pandemia. A conta está chegando, com as inúmeras infecções e as primeiras mortes já registradas. Escolhas e consequências”, finaliza Schmitt.

Nesta terça-feira (16), o Brasil passou de 280 mil mortes pela Covid-19. O país confirmou um novo recorde desde o início da pandemia, 2.841 óbitos em 24 horas, média de 1.894 óbitos por dia nos últimos 7 dias.

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Fonte: Uol

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