Apesar do título brasileiro, Rogério Ceni precisa evoluir. Muito
Siga nas redes sociais

Futebol

Apesar do título brasileiro, Rogério Ceni precisa evoluir. Muito

Publicado

em

imagem 2021 02 27 182002

Apesar do título brasileiro, Rogério Ceni precisa evoluir. Muito

O título do Campeonato Brasileiro, conquistado na bacia das almas, após mais uma derrota para o São Paulo, com os jogadores rubro-negros torcendo, na telinha de um celular , por uma decisão do VAR, no jogo do Internacional, no Beira-Rio, não pode, nem deve ocultar uma obviedade: o trabalho de Rogério Ceni, à frente do mais caro e talentoso elenco do futebol tupiniquim, ainda precisa evoluir muito para ser considerado bom e o ex-goleiro são paulino, um técnico de ponta.

É inegável que conta a seu favor o pouco tempo à frente do esquadrão que encantou o continente, em 2019, sob o comando de Jorge Jesus. Há pouco mais de três meses, Ceni assumiu, na verdade, uma equipe desmantelada e desorientada pelo “jogo de totó” de seu antecessor Domènec Torrent e, bem ou mal, aos trancos e barrancos, levou-a ao bicampeonato nacional.

Mas, antes disso (com um período de treinamentos ainda menor, reconheça-se), foi eliminado da Copa do Brasil (pelo mesmo São Paulo) e da Libertadores (que era o sonho dourado da temporada do Mais Querido). Salvou-o da Tríplice Coroa de Espinhos e do cadafalso da degola a conquista do Brasileiro – muito mais suada do que deveria diante da força do grupo que tem nas mãos.

Desde que chegou, o treinador parece à procura de um estilo: prometeu, inicialmente, reeditar a maneira de jogar de Jorge Jesus; depois, flertou com o jogo posicional de Dome e acumulou erros – e maus resultados. Mas teve, enfim, uma boa sacada: recuar William Arão para a zaga, escalando Diego como volante. Qualificou assim o passe na saída de bola e aumentou o talento no meio-campo, setor de armação da equipe. O desempenho da equipe melhorou, mas não o suficiente para reviver o encantamento e, principalmente, a objetividade e a regularidade do ano de 2019.

Em alguns jogos, é verdade, os atacantes se fartaram de perder gols. Mas em muitos outros, o domínio territorial e a posse de bola, por vezes, avassaladora, não conseguiram se refletir em ameaça real à baliza adversária. E tome de cruzamento alto sobre a área. E tome de empates e derrotas incompatíveis com o elenco que tinha à disposição. E nada de jogadas ensaiadas ou novidades táticas capazes de surpreender os rivais.

A derrota na última rodada, diante do São Paulo, que provocou o sofrimento até que o juiz trilasse o apito final no Beira-Rio, foi um bom exemplo de suas dificuldades: o Flamengo dominou o primeiro tempo, no Morumbi, mas foi incapaz de ameaçar de fato a baliza de Tiago Volpi. E acabou sofrendo um gol de falta, numa falha de seu jovem goleiro Hugo.

Empatou no início do segundo tempo (em uma bola alta), mas perdeu-se em outro erro de seu arqueiro. E aí, Rogério, uma vez mais, deixou clara uma de suas maiores deficiências: a leitura do que vê em campo e as substituições que faz durante os jogos. Precisando desesperadamente virar o placar, preocupou-se apenas em trocar o lateral-direito (Isla por Matheusinho) e um dos volantes (Diego por João Gomes). Nem os tijolinhos do Ninho do Urubu entenderam… E a derrota se consumou.

O titulo não escapou por questão de centímetros (da posição adiantada de Edenílson, no gol do Internacional, corretamente anulado pelo VAR, no finalzinho do duelo no Sul), mas a análise fria do campeonato não permite que o octacampeonato varra para debaixo do tapete as muitas deficiências que ainda existem no trabalho do treinador rubro-negro.

Ceni tem potencial. Pode vir a ser um técnico de ponta. Mas ainda está longe disso. Por enquanto, seu time vence muito mais na base do talento individual do que do coletivo. Gabigol que o diga, na arrancada que permitiu uma conquista que chegou a ser vista como perdida, até a inesperada derrota do Internacional para o Sport, no Beira-Rio.

Esta temporada de 2021 (que promete ser mais desafiadora que a de 2020) será sua prova de fogo. Contando com tantos jogadores excepcionais, ele precisa fazer o seu time jogar muito, mas muito mais do que jogou na temporada que acaba de se encerrar.

E para que isso aconteça ele terá que se despir de preconceitos (como o que tem em relação a usar Pedro e Gabigol juntos), de apadrinhamentos incondicionais (como manter Éverton Ribeiro como titular, sem jogar bulhufas rodadas após rodadas) e criar coragem para lançar os jovens talentos da base (como Ramon, sistemática e inacreditavelmente, preterido pelo medíocre Renê).

Isso tudo sem falar no óbvio dos óbvios: ensinar seus comandados a fazer gols de falta e seus goleiros a armar decentemente uma barreira e sair jogando com os pés. Se nem isso, em que ele era excepcional, for capaz, esquece…

Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli

Fonte: Uol

Gostou da notícia?

Então, nos siga em todas nossas redes sociais como o Twitter, o Instagram e o Facebook. Assim, você poderá acompanhar todas as notícias sobre o nosso Mengão!

Futebol

Renato lamenta resultado, se diz satisfeito com o desempenho do Flamengo e afirma: “Quem tudo quer, nada tem”

Publicado

em

Renato na partida entre Fluminense e Flamengo nesta sabado pelo Brasileiro

Em tom defensivo, Renato Gaúcho adotou um discurso pessimista em uma resposta para explicar o baixo rendimento do Flamengo diante do Fluminense, neste sábado, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, na derrota por 3 a 1. O técnico admitiu a complicação na competição nacional e destacou:

– Satisfeito pelos problemas que a gente vem tendo. Desfalques de jogadores na Seleção, no departamento médico. Mesmo assim, o Flamengo em três competições. Está na final da Libertadores, temos 90 minutos para colocar o clube em outra final na quarta-feira e estamos brigando no Brasileiro. Está cada vez mais difícil, mas qual clube joga e vence as três competições? – disse.

– Temos coisas para melhorar, para corrigir, mas ninguém leva em consideração os problemas que estamos tendo. A gente sabe o que está passando. A cada três dias, o Flamengo tem obrigação de ganhar para ficar vivo nas competições. E nenhum time no mundo disputa três competições ao mesmo tempo e vence as três, é muito difícil. Quem tudo quer, nada tem. E os outros clubes que estão disputando só o Brasileiro? Poderíamos estar melhor no Brasileiro? Sim, mas ninguém quer saber dos nossos problemas no dia a dia – emendou.

Agora terceiro colocado no Brasileiro, já que ficou estacionado nos 46 pontos e foi ultrapassado pelo Fortaleza (48), o Flamengo vira a chave para receber o Athletico-PR, nesta quarta-feira, às 21h30, pelo duelo de volta das semifinais da Copa do Brasil, no Maracanã – na ida, os times empataram em 2 a 2.

Confira outros trechos da entrevista coletiva:

Ambiente tumultuado?

– A gente sabe que a gente precisa melhorar e dar sequência ao trabalho. Quem está aqui sabe o quanto temos trabalhado para buscar os resultados. Respeito opinião, mas não adianta querer tumultuar o nosso ambiente. Empata duas, perde uma e parece que está tudo errado. Vejo outros clubes disputando apenas uma competição e mal, e ninguém fala. O Flamengo dá ibope. Se eu fosse torcedor, também estaria um pouco insatisfeito. Mas o torcedor entende que estamos em três competições.

Opções na escalação

– A única vez que poupei jogador desde que cheguei ao Flamengo foi contra o ABC, depois de ganhar por 6 a 0. Hoje, nós estamos pagando pelo Bruno Henrique, porque deveria ter sido poupado, vinha se queixando muito do adutor. Colocamos para jogar no meio dessas críticas. Estourou. O Pedro estava com dores muito fortes no joelho. Levamos para jogar contra o Athletico correndo um risco. Jogou 15, 20 minutos e agravou a lesão.

Apelo à torcida

– O torcedor é paixão, ele quer ganhar. O torcedor tem que acreditar no que a gente fala, porque é a realidade, estamos aqui dentro. Quando não ganha, é assim. Principalmente no clássico. Nós também queremos, mas nem sempre é o nosso dia, nem sempre o jogador vai jogar bem. O torcedor tem que vir na quarta-feira para nos apoiar, como sempre fez. Se quiser vaiar, deixa para depois do jogo. Precisamos do torcedor. Eu entendo quem está bravo, porque perdemos um clássico.

Posicionamento de Andreas Pereira

– São características diferentes. Quando o Arrascaeta não joga, a gente precisa improvisar. O Andreas é volante e tem nos ajudado, mas não tem as mesmas características. Não é da noite para o dia. O Arrascaeta faz falta em qualquer time, é um jogador diferenciado. E não é só o desfalque do Arrascaeta, mas não é desculpa. Jogando uma vez por semana, tem tempo de preparar e treinar a equipe. Desse jeito, a gente mal tem tempo para fazer um trabalho tático. Como vai ter entrosamento?

Opção por Vitor Gabriel

– Era o único jogador da posição. Desde que eu cheguei, fez apenas três jogos. Falta ritmo. Não é que fez má partida, mas falta ritmo para o jogador. Vou improvisar tendo um jogador da posição? Ele foi bem em alguns lances, não foi tão bem em outros. Se ele faz aquele gol no primeiro tempo, seria herói.

Busca por padrão de jogo

– Já temos o problema do entrosamento. Se mudarmos também a parte tática, teremos dois problemas. Temos o nosso padrão de jogo, que é maneira que nós e os jogadores gostam de jogar. Infelizmente, não é em todos os jogos que estamos no nosso dia. Não adianta mudar toda hora.

Carência sem Arrascaeta

– Já coloquei o Vitinho ali, já coloquei o Lázaro ali, o Everton e o Andreas na maioria das vezes. Andreas fez um ótimo jogo contra o Juventude, todo mundo gostou. Se eu tiro, iriam questionar. O Arrascaeta joga ali, e qualquer jogador que entre no lugar vão querer que faça o mesmo. A gente tenta, mas nem sempre consegue o nosso objetivo.

Fonte: Lancenet

Gostou da notícia?

Então, nos siga em todas nossas redes sociais como o Twitter, o Instagram e o Facebook. Assim, você poderá acompanhar todas as notícias sobre o nosso Mengão!

Continue lendo

Futebol

Torcedores do Flamengo pedem demissão de técnico após derrota no Fla-Flu: “Fora Renato”

Publicado

em

FCbEOf4X0AAvTt5

O Flamengo enfrentou o Fluminense em partida válida pelo Brasileirão nesse sábado (23), no Maracanã, e foi derrotado por 3 a 1. O resultado dificulta o Rubro-Negro na briga pelo título, e o Atlético-MG tem a chance de aumentar a vantagem para os cariocas amanhã, quando enfrenta o Cuiabá. Com a derrota, inclusive, o time carioca caiu para a 3ª colocação, com o Fortaleza assumindo a vice-liderança. Durante o jogo, os flamenguistas criticaram muito o técnico Renato Portaluppi nas redes sociais.

Algumas críticas se dão por conta de algumas decisões do treinador. Os torcedores não concordam com o tempo que o técnico deixou Renê em campo. Apesar do gol, o latera esquerdo foi muito criticado, e os flamenguistas queriam que Ramon tomasse seu lugar, mas isso só aconteceu depois dos 40 minutos do segundo tempo.

Além disso, a presença de Gustavo Henrique na zaga flamenguista também incomocou os rubro-negros, assim como outras decisões. Outras críticas simplesmente eram sobre a forma como o time vem jogando, e alguns classificam o time até como “mal treinado”. Veja a repercussão:

Fonte: TNT Sports

Gostou da notícia?

Então, nos siga em todas nossas redes sociais como o Twitter, o Instagram e o Facebook. Assim, você poderá acompanhar todas as notícias sobre o nosso Mengão!
Continue lendo

Futebol

Sem Pedro e Gabigol, Renato tem quebra cabeça para montar no Fla-Flu; veja provável escalação

Publicado

em

51316587764 50a1602f75 k

O Flamengo dificilmente terá Pedro à disposição para o clássico contra o Fluminense, neste sábado. O atacante ainda sente dores no joelho direito, não foi a campo no treino desta sexta-feira, e a tendência é de que não jogue para que esteja 100% no duelo com o Athletico-PR, na próxima quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil.

Autor do gol do empate com o Athletico no jogo de ida, na última quarta-feira, Pedro já não estava em plenas condições no duelo em Curitiba. O atacante ainda se ressente de um incômodo no joelho, desde a vitória sobre o Juventude. Ele ficou fora da partida contra o Cuiabá, por exemplo.

Além de Pedro, o técnico Renato Gaúcho também não poderá contar com Gabigol, que sofreu uma entorse no tornozelo direito contra o Athletico. A dupla se soma a outros desfalques: Filipe Luis (suspenso), David Luiz, Bruno Henrique e Arrascaeta (departamento médico).

Para o ataque, Renato tem como opção imediata Vitor Gabriel, que entrou contra o Cuiabá, inclusive. Outras alternativas são de Vitinho ou Kenedy, atuando de forma mais adiantada. Na lateral direita, Matheuzinho deve ganhar uma oportunidade.

A provável escalação do Flamengo para enfrentar o Fluminense é a seguinte: Diego Alves, Matheuzinho, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Renê; Willian Arão, Thiago Maia, Everton Ribeiro, Andreas e Michael; Vitinho (Kenedy ou Vitor Gabriel).

Flamengo e Fluminense se enfrentam às 19h (de Brasília), no Maracanã. A partida é válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Globo Esporte

Gostou da notícia?

Então, nos siga em todas nossas redes sociais como o Twitter, o Instagram e o Facebook. Assim, você poderá acompanhar todas as notícias sobre o nosso Mengão!

Continue lendo




WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com