O árbitro Héber Roberto Lopes não teve dificuldades para escolher os melhores jogadores com quem trabalhou em campo. Difícil para ele foi apontar quem foi o mais “chato” para lidar. Até corrigiu a classificação para evitar problemas. Afinal, elegeu Rogério Ceni.

Hoje técnico do Flamengo , Ceni deu muito trabalho para os árbitros no Brasil nos tempos de São Paulo . Mas não era por catimba ou jogo sujo. Sempre desejando vencer tudo que disputava, o goleiro tricolor fazia questão de estar com as regras na ponta da língua para reclamar.

“Agora, o chato… eu vou tirar a palavra chato, vou falar o mais exigente, ok? Eu vou falar o Rogério Ceni como o mais exigente, porque ele é um conhecedor das regras, não é a toa que hoje ele está brilhando como treinador. Mas na época como jogador era duro, ele era muito exigente [risos]”, disse Héber Roberto Lopes para o programa “ Bola da Vez “.

O programa vai ao ar neste sábado (28) na ESPN Brasil , às 22h (de Brasília), e também no ESPN App .

Sobre a dupla que elegeu como a melhor para trabalhar, o árbitro apontou dois nomes que já estão aposentados e ambos foram campeões do mundo. Um em 1994. Outro em 2002.

“Vou começar com os melhores. Isso vai dar um problema, porque depois eu entro em campo e os jogadores vão reclamar que eu não falei deles [risos]. Mas não podia ser diferente: eu vou escolher um atacante e um goleiro como os melhores: o atacante obviamente é o Romário, ele é um cara de outro planeta. Não estou nem falando como atleta, goleador, campeão, estou falando do Romário pessoa, pelo tratamento dele. Não só com o Héber Roberto Lopes, os árbitros mais jovens também comentavam a educação que o Romário os tratava. Então, o Romário sem dúvida nenhum foi um excelente jogador e uma excelente pessoa, um grande capitão”, disse.

“No gol, eu coloco o Marcão também como um dos melhores. Se não me engano ele teve poucas expulsões na carreira, mas uma vez eu o expulsei em uma jogada tática contra o Corinthians. Mas é um cara educado e de fino trato”, disse Héber.